Legislação e Tributos: Fim da Isenção Fiscal traz novo cenário para o setor editorial e pede novas estratégias, alerta Editora Juspodivm
01 out

Legislação e Tributos: Fim da Isenção Fiscal traz novo cenário para o setor editorial e pede novas estratégias, alerta Editora Juspodivm

Notícias

Com um catálogo de mais de três mil títulos, a Editora Juspodivm atende presencialmente, em Salvador, e via e-commerce, apresentando material de alta qualidade nas temáticas técnicas e científicas do Direito, além de facilidades como frete grátis em todo território nacional e programas de fidelidade. Com mais de mil autores e educadores na equipe e 16 anos de trajetória, o planejamento da editora pode ganhar novos rumos caso aprovada a Reforma Tributária.

Com um histórico de isenções fiscais, o livro foi eximido da cobrança de contribuições como PIS e Cofins em 2004, mas isso pode acabar caso aprovado o texto do PL 3.387, parte de uma Reforma Tributária que prevê taxação do setor em 12% como Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

bloco_ricardo“O cenário atual já exige da editora uma complexa engenharia econômica para conseguir oferecer ao público leitor — no nosso caso, estudantes e professores — obras de qualidade com um preço mais acessível. Imagine então com mais o peso de uma taxação de 12% sobre nossas cabeças”, conta Ricardo Didier, diretor da empresa. “Receber a notícia de que poderá haver uma taxação de 12% sobre seu produto e que vai mexer com toda sua estrutura econômico-financeira e competitiva, certamente não é agradável”, afirma.

No “Manifesto em Defesa do Livro”, a Câmara Brasileira do Livro declara: “As instituições ligadas ao livro estão plenamente conscientes da necessidade da reforma e simplificação tributária no Brasil. Mas não será com a elevação do preço dos livros — inevitável diante da tributação inexistente até hoje — que se resolverá a questão”.

Segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), o valor unitário de livros pode encarecer 20% com a aprovação da CBS, o percentual é igual à redução do faturamento no setor entre 2006 e 2019.

Conforme reforça Didier, a nova taxa não atinge apenas um mercado, pois produz um efeito em cascata. “Significa menor contratação de serviços gráficos, menor demanda para os serviços de entrega, e por aí vai. Em relação às livrarias, é mais uma ‘pancada’ num setor que vem sofrendo há muito tempo”, afirma. “É evidente que o aumento no preço do livro, material fundamental para a nossa formação, implicará em perda de leitores e, pior, aumento nas cópias ilegais, que prejudicam toda a indústria editorial”, completa o empresário.

 

Fonte: GBrasil


compartilhar

BUSCA

Categorias